Claudia Leitte na revista CLAUDIA de novembro

Claudia Leitte na revista CLAUDIA de novembro

 

Acredite se quiser: antes da primeira pergunta desta entrevista, Claudinha, como é chamada pelos fãs, já tinha lágrimas nos olhos. “A energia aqui no estúdio está ótima e estou prestes a falar sobre as minhas coisas favoritas. Isso tudo é muito bom”, diz. O estado de espírito dessa cantora de 30 anos, casada há três anos com o empresário Márcio Pedreira e mãe do pequeno Davi, de 1 ano e 9 meses, reflete o atual momento de plenitude: a vida pessoal e a profissional vão mesmo de vento em popa. Consagrada pelos fãs – seu último DVD, Ao Vivo em Copacabana, vendeu mais de 150 mil cópias e teve a participação de 1 milhão de pessoas na gravação –, Claudia foi eleita a melhor cantora de 2009 pelo programa Melhores do Ano, do Domingão do Faustão, da Rede Globo. Ela garantiu espaço no disputadíssimo cenário do axé nacional. Faz, em média, 14 shows por mês Brasil afora, além de atuar em eventos e campanhas publicitárias. Enquanto a mãe passa como um furacão pelos palcos, o filhote descansa tranquilo em uma das três casas que Claudia mantém pelo país (uma em Salvador, onde mora, e outras duas “de temporada” em São Paulo e no Rio de Janeiro). “ Há noites em que pego avião logo depois da apresentação e voo para casa só para dormir com ele”, diz, derretendo-se. Para gerenciar essa rotina, Claudia conta com um verdadeiro batalhão salva-vidas: ao todo, são 80 pessoas (entre staff doméstico e equipe de produção).

De volta da viagem de férias que fez com a família para Miami, nos Estados Unidos, Claudinha é pura calmaria e alto-astral. Fala do novo DVD e, toda coruja, mostra vídeos e fotos do filho. A paixão foi estampada até na pele, na forma de uma tatuagem da estrela de Davi, símbolo judaico que evoca proteção. Ao som de Just the Way You Are, de Bruno Mars, a cantora não titubeou ao elencar sua “lista favorita” – um arsenal particular de lembranças, pessoas e situações inspiradoras, que ela associa à alegria da vida e das conquistas.

 

O refúgio da guerreira

“O home, sala de televisão com sofás e almofadas gigantes, é onde passo a maior parte do tempo quando estou em casa. Ali, guardo fotos e álbuns de meus artistas queridos e minha coleção de bonecos toy art. E os brinquedos de Davi ficam espalhados pelo chão... É o meu templo de ócio criativo. Quando estou no meu canto, quietinha, é que surgem as ideias para o meu trabalho.”

 

A mania do momento

 

“O Twitter me conquistou, não passo mais de 24 horas sem dar as caras por lá. Coloco mensagens carinhosas para meus fãs, conto o que ando fazendo, como estou me sentindo e pergunto a opinião deles em relação a meus projetos. Encaro o espaço como uma grande colheita: ouvindo os meus seguidores (como é chamado o 1,2 milhão de pessoas que acompanham seu microblog), penso em novas ideias. Revelo coisas particulares, nada tenho a esconder. Um dia desses, até mostrei uma foto minha da infância.”

 

Um aliado de beleza

“Não dispenso gel tonificante, que retira as impurezas e dá mais firmeza à pele. Lavo o rosto com o produto duas vezes ao dia e sinto que ele vale por um batalhão de cremes. No mais, sou bem discreta no cotidiano. Uso batons nude e sombras opacas, como grafite e marrom. Deixo a maquiagem extravagante para a hora do show.”

 

As horas mais lindas

“Pela manhã, quando acordo e vejo Davi ao meu lado. Ele levanta sorrindo e dizendo que me ama. Nunca imaginei que seria uma mãe tão dependente do meu filho. E também a hora em que o Márcio chega do trabalho, cheio de novidades. Conversamos tanto, como se tivéssemos passado anos sem nos ver.”

 

O livro indispensável

“A Bíblia está sempre comigo. Guardo uma na cômoda do quarto, outra no camarim de casa, recheada de anotações, e uma versão online no celular, que consulto diversas vezes ao dia para tomar decisões, ler uma palavra de conforto ou me sentir mais próxima de Deus. Às quartas-feiras, reúno amigos para estudar o livro sagrado. Há alguns versículos, como o Mateus de 1 a 7 e Coríntios 13, que me tocam mais. Estudei em colégio cristão e fui batizada na Igreja Católica. Hoje, não sou adepta de nenhuma religião, acredito apenas no poder e na presença de Deus. Quando estava grávida, sonhei como meu filho seria. Tenho certeza de que isso foi uma espécie de obra divina. Até me arrepio quando falo no assunto.”

 

Uma comida saborosa

“Prefiro mil vezes um prato salgado a um doce. Faço um risoto com sete ervas que o Márcio adora. Apesar da correria, acho gostoso quando dá para preparar uma refeição para o meu marido ou meus amigos. É um modo de cuidar deles.”

 

As aventuras no cinema

“Sou louca por Star Wars, Senhor dos Anéis, Crepúsculo e todas essas trilogias que estão na moda. Eu viajo, esqueço a realidade. Quando era mais nova, amava passar um dia inteiro no cinema. Saía de uma sessão e entrava em outra. Cheguei a assistir três filmes seguidos. Atualmente, aproveito para curtir com Davi. Alugo os desenhos que ele quiser, compro pipoca e faço a festa no sofá.”

 

As trilhas do coração

“Sem música, não sou nada. Instalei caixas de som por todos os cômodos da minha casa. Monto uma playlist e coloco para tocar na cozinha, na sala, no quarto. Cada momento pede um som diferente. Quando estou com Márcio, gostamos de ouvir John Mayer ou In a Sentimental Mood, de Duke Ellington, algo bem romântico. Com Davi, cantamos Baby, de Justin Bieber. A gente pula, grita, viro criança de novo. Quando fui dar à luz, levei para a sala do parto um CD que montei para o Davi. Ele nasceu ouvindo Somewhere Over the Rainbow, de Harold Arlen, e Forever, de Hillsong – são músicas que falam sobre acreditar em sonhos e amar a vida. Eu só não gosto de som na hora do sexo. Aí o melhor é silêncio mesmo!”

 

 

 

Fonte: CLAUDIA